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Sistema eletrônico pode contribuir no mapeamento de uso de agrotóxicos
Desde a última segunda-feira (19) está em funcionamento em todo o Estado o Sistema de Monitoramento do Comércio e Uso de Agrotóxicos do Paraná (Siagro). Este novo sistema monitora eletronicamente o comércio e a venda de agrotóxicos em todo o território estadual, permitindo maior agilidade na busca por informações a respeito da venda dos produtos. A partir de agora, todas as informações de receitas para compra de agrotóxicos emitidas para os produtores, deverão ser enviadas eletronicamente para a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). De acordo com Eduardo Portelinha, da Divisão de Fiscalização de Insumos Agrícolas da regional da Seab, com este novo sistema é possível facilitar a busca por informações, além de auxiliar o Estado na formulação de políticas públicas de combate ao uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras. “Primeiro que o grande volume de receitas ocupava um grande espaço, agora, com tudo informatizado, é até mais fácil achar dados quando se realiza uma pesquisa. O Siagro também pode servir de instrumento para verificar quais as regiões que mais utilizam agrotóxicos e ajudar o poder público a formular, assim, políticas públicas para combater o uso do produto”, completa Portelinha. Monitoramento Os dados das informações das receitas estão disponíveis no Defis (Departamento de Fiscalização e de Defesa Agropecuária), onde será feito o monitoramento do comércio. De agora em diante, toda semana os comerciantes de agrotóxicos estão obrigados a enviar as informações referentes às quantidades comercializadas na semana anterior. Segundo informou Portelinha, anteriormente eram necessárias quatro vias quando da compra de um agrotóxico (produtor, técnico agrícola, agroveterinária e Seab). Agora, serão necessárias apenas duas: uma para o produtor e outra para a agroveterinária. O sistema estava previsto para entrar em vigor em abril, mas foi prorrogado a pedido da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). A entidade solicitou um período para adequação ao novo sistema, que foi desenvolvido em parceria pela Secretaria da Agricultura, Celepar e Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea). O pedido foi feito por que alguns associados da Organização não concluíram a conversão dos seus sistemas em tempo hábil. Segundo publicação da Agência Estadual de Notícias, atualmente são emitidos a cada ano cerca de 3 milhões de receitas, com a utilização de 80 mil toneladas junto à agricultura paranaense. Com esse novo banco de dados, o monitoramento será mais ágil e eficiente, possibilitando um gerenciamento eletrônico do que está sendo usado em campo.


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